Honda Civic geração 10
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Da Redação
Motor1
Honda Civic
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Existem carros que parecem ser “atemporais” e que alcançam quase uma unanimidade na aprovação pela crítica e pelo público. Fazer uma nova geração de um carro desses é uma verdadeira dor de cabeça para seus fabricantes. O Honda Civic geração 8 foi um desses casos. O modelo foi o sonho de consumo de toda classe média brasileira de 2005 a 2011 e até hoje tem boa procura no mercado de usados. Nos Estados Unidos foi o primeiro Civic a se aproximar em vendas do campeão local da Honda, o Accord.

Seu substituto, a geração 9, ficou longe de repetir o mesmo sucesso. Embora mantivesse a mesma mecânica e melhorasse em alguns pontos, seu estilo não encantou e nem marcou época como seu predecessor.

A Honda sabia que precisava revolucionar novamente se quisesse recuperar seus antigos fãs e diminuir a grande distância que seu rival Corolla conseguiu abrir nos últimos 5 anos. Veio então, o Civic geração 10, lançado no mundo todo entre o final de 2015 e no decorrer de 2016.

Esqueça quase tudo que você conhecia sobre o estilo do Civic: o geração 10 é bem maior, mais longo, mais largo, com distância entre-eixos maior e praticamente deixou de ser um tradicional sedã três volumes. O Civic 10 é o que se chama de “fast back”, com uma traseira longa e de caída tão suave que, olhando de lado, não há como dizer onde acaba o vidro traseiro e começa o porta malas. Nesta geração é exatamente a traseira do Civic seu maior ponto de destaque, com suas lanternas em formato de bumerangue e as linhas laterais que vão se afilando e formando vários degraus até se encontrarem na traseira. Bonito, diferente e ousado.

Na sua dianteira, ele ainda pode ser reconhecido como um Honda, embora com design bem mais agressivo que a geração anterior. Na versão top o Civic vem agora com faróis “full led” e todas as versões têm agora luzes de posição diurnas. O volume dianteiro é bem mais volumoso e, visto de lado, parece ter uma “corcunda” e depois uma queda acentuada em direção ao para-choques dianteiro. Semelhante ao que a BMW fez anos atrás com sua série 3. O para brisas continua bastante grande e inclinado, mas sem aquela ideia de continuidade com a inclinação do capô que caracterizava a geração 8.

Internamente, outro rompimento com as gerações anteriores: sai o famoso painel dianteiro em dois andares e entra um mais linear, mais horizontal, com suas funções mais separadas e com um console central alto, acentuando a separação de espaço entre o motorista e o passageiro. Aqui certamente alguns vão preferir o design anterior, pois o novo painel está mais “normal”. Por outro lado, os ganhos no espaço interno são muito bons, especialmente no banco traseiro. Não chega a ser o espaço encontrado em um Nissan Sentra ou Peugeot 408, os campeões neste quesito, mas é melhor que os antigos Civic. A criticar apenas a falta de espaço para a cabeça para os ocupantes mais altos, o que já era esperado pela grande inclinação do teto e do vidro traseiro.

Mecanicamente, há muitas novidades, ou quase nenhuma, dependendo da versão escolhida. Os mesmos motores flex 2.0 VVTi estão lá com os mesmos 155cv, podendo ser acompanhados por um câmbio manual de 6 marchas na versão Sport (mais simples) ou de um novo automático CVT que simula ter 7 marchas, opcional para a Sport única opção para a EX e EXL. Já a versão top, agora chamada de Touring, vem com o moderno 1.5 turbo de 173cv, sempre com câmbio CVT.

O desempenho do modelo com o motor 2.0 continua bom, mas há um tempo de adaptação ao câmbio CVT para quem estava acostumado com o automático normal de 5 marchas das versões anteriores. Já o 1.5 Turbo tem desempenho bem melhor e também menor consumo.

Tudo muito bonito, quase só elogios, não é ? De fato o Civic geração 10 é um novo carro, um degrau acima do geração 9 em design, porte e conteúdo.

Mas, como era de se esperar, em se tratando de Honda (e de Toyota também, sejamos justos) os preços também subiram um degrau, ou dois, ou até três, dependendo da versão.

A versão Sport 2.0 manual começa em R$ 88 mil e chega a R$ 95 mil com o câmbio CVT. Depois vem a versão EX 2.0 CVT por R$ 98 mil, seguida pela EXL 2.0 CVT por R$ 106 mil, até chegar à versão Touring 1.5 Turbo CVT por exorbitantes 125 mil Reais. Neste valor já começamos a encontrar carros como Ford Fusion Titanium e os modelos de entrada das alemãs Audi, Mercedes e BMW.

O Civic geração 10 é hoje um dos melhores carros nacionais. Talvez até o melhor, mas a Honda sabe e cobra por isso...

 

Paulo Bergamini – Motor1